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O Brasil Precisa de Equilíbrio

Nos últimos dias estamos vendo um debate alucinante entre os políticos, ex-politicos, autoridades, técnicos, sobre nosso presente e nosso futuro. Nunca recebemos tantas informações, com vieses de todas as crenças, caminhos e principalmente, revestidas de agenda pessoal. Se assemelha muito a uma empresa, onde seus Diretores e Presidente são vaidosos, pensam somente na sua popularidade com os funcionários e acionistas, no seu bônus, em como tornar a sua área de comando protagonista e claro alguns bem intencionados também. Bom, como formar uma opinião e tirar nossas conclusões a respeito de tudo o que está acontecendo? Primeiro, em momentos de crise em que precisamos tomar decisões importantes, temos que ter serenidade e calma sem perder a tempestividade necessária que a situação exige. O meu conselho é começar pensando no Brasil, em nosso povo e em nossa família. Nada pode ser maior que isso. Não há espaço para discussões ideológicas e políticas, portanto, esquerda, direita, centrão e tudo mais não nos interessa nesse momento. Não aceite informações sem fontes das correntes de aplicativos e saiba filtrar a opinião dos veículos de comunicação, pois todos possuem viés e interesse político/econômico, de um lado ou de outro. Não leve em consideração opiniões de Ex Presidentes ( Lula, Dilma e Fernando Henrique), pelo simples fato de que eles já tiveram oportunidade de fazer algo pelo Brasil e precisamos virar a página. Não leve em consideração a opinião de agentes de manobras, Ciro Gomes, Manuela Davila, Joice, Frota, Generais, OAB, alguns empresários e etc, eles só querem tumultuar e aproveitar seus 5 minutos de fama. Não leve em consideração até agora os Presidente do Senado, David Alcolumbre e Presidente da Câmara Rodrigo Maia. Se eles quisessem o bem do povo e do Brasil, destinariam o Fundos Eleitorais para o combate ao Covid-19 e ao fortalecimento da economia. Bom, já que sabemos o que não ouvir, o que ouvir então? Eu diria que temos que levar em consideração quem tem responsabilidade de decidir e dar rumos a nossa sociedade (Governo Federal e Estadual), depois aos técnicos da saúde, mas também aos analistas, como matemáticos e estatísticos, que possam mostrar os caminhos a se trilhar olhando para os países que estão nessa situação a mais tempo que nós. Entretanto está claro também que o Presidente da República é muito ruim de oratória e a inteligência emocional dele é zero, que tanto Doria como Witzel querem alavancar suas carreiras políticas visando eleições presidenciais e que os técnicos da saúde querem resolver o problema da saúde sem olhar o momento seguinte de um possível caos econômico. Mas são justamente esses 3 grupos que deverão decidir pelos rumos de nosso país e de nosso povo. Está claro também que o epicentro desse vírus foi na China, mesmo que por questões culturais. Mas está claro também que muita gente não vai nem perceber que hospedou o coronavirus porque não irá manifestar qualquer sintoma. Está claro que o grupo de risco (idosos e pessoas já debilitadas) irá sofrer muito. Está claro também que nosso sistema de saúde sempre foi deficitário e com a insuficiência da rede hospitalar e de leitos, e quem precisar por essa ou outras doenças irá sofrer também. Enfim, será inevitável a perda de muitas pessoas, como já tem ocorrido em outros países até mais estruturados que o nosso. Além disso tudo ainda tem o lado econômico, o qual temos que levar em consideração e que as empresas brasileiras, em média, têm caixa para sobreviver no máximo 30 dias parados e que nossa economia é impulsionada pelo pequeno e médio empresário. Isolar tudo e todos por tempo indeterminado para evitar um colapso do sistema de saúde pode gerar um caos econômico sem precedentes. Por outro lado, isolar somente o grupo de risco para evitar um caos econômico, não garante que não teremos um possível colapso do sistema de saúde, além das muitas mortes. Portanto, o tom conciliador, que é o que mais sentimos falta, entre o governo federal, o governo estadual e técnicos da saúde seria o melhor caminho. Nós brasileiros não queremos perder entes queridos e tão pouco queremos um caos econômico que nem sabemos as consequências. Por que então não sentamos todos juntos e decidimos um isolamento decrescente da população dentro do menor prazo possível, suficiente para evitar uma contaminação em massa e ao mesmo tempo não deixar a economia ir à falência? Por que não conseguimos que interesses genuínos decidam? Essa talvez seja a nossa maior fraqueza.

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"A adrenalina de fazer um grande negócio acontecer,

agora compartilhada."

 Roberto Pina

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